top of page

Òye: Conexão e Educação no Terreiro-Mundo

Òye: Conexão e Educação no Terreiro-Mundo
Òye: Conexão e Educação no Terreiro-Mundo

As educadoras e mediadoras de leitura Denise Col (integrante da coletiva Aya narrativaS), Day Silva e Julia Schmidt estiveram juntas em São Paulo/SP para acompanhar de perto os três dias de "Òye: Conexão e Educação no Terreiro-Mundo".


Selecionadas pela curadoria do "Tempo Espiralar IV | No chão da Escola: o educar como território de luta e cuidado", elas apresentaram o trabalho 'Mediação De Leitura Sem Moral da História - Rabiscando o Chão da Escola com Letras de Carvão' no dia 12 de março, na USP (Universidade de São Paulo). Com diálogos acadêmicos, circulação de saberes e construção coletiva de caminhos para uma educação decolonial, a programação do 'Tempo Espiralar IV oportunizou o diálogo de saberes sobre educação, política pública e experiência comunitária, compreendendo a escola como espaço simultâneo de enfrentamento e proteção. "A luta antirracista se manifesta tanto na formulação institucional quanto nos gestos cotidianos de cuidado e permanência", sinaliza o texto de apresentação no site oficial do ÒYE.


Julia Schmidt  e Day Silva em apresentação na USP
Julia Schmidt e Day Silva em apresentação na USP

Os movimentos deste potente encontro foram importantes para dar andamento à parceria entre Denise, Day e Julia, que atuam de maneira colaborativa em projetos de educação e mediação de leitura para criançaS e jovenS desde as iniciativas realizadas no território tradicional de Paraty/RJ.


A coletiva Aya narrativaS agradece muito e sonha com novos movimentos para atuarmos juntas pela educação antirracista!



Luce Diogo, também integrante da coletiva Aya narrativaS, apresentou o trabalho 'Caderno de escrevivências - confluências narrativas' com Sanny Silva da Rosa. Leia a reportagem completa clicando aqui.


Òye: Conexão e Educação no Terreiro-Mundo


O ÒYE é movimento que une pessoas, inspira novas ideias e convida você a fazer parte de uma jornada coletiva por um mundo mais justo, diverso e empolgante. Aqui, todo mundo tem espaço e vez para criar novas conexões, aprender, trocar ideias e começar transformações reais.


O encontro transnacional articula educação, territorialidade, ancestralidade, cultura negra, saberes indígenas e práticas de decolonização, reunindo pesquisadores, artistas, lideranças comunitárias, intelectuais e gestores culturais.


A estrutura do evento contemplou quatros eixos temáticos centrais, além de um Fórum aberto de proposituras e expectativas futuras: 



1) Terra, Terreiro e Território: Confluências nas Diferenças, que investiga as interações entre cosmologias e resistências territoriais; 


2) Corpos-Territórios: Por uma Saúde Interseccional Racializada, que explora as dimensões de raça e interseccionalidade na saúde; 


3) Embaixo da Baobá: (Re)escrevendo no Chão da Educação, que questiona práticas pedagógicas coloniais e propõe alternativas decoloniais na educação;


4) Religiosidade e ancestralidade: Tecendo memórias intergeracionais, que propõe refletir o lugar da ancestralidade, espiritualidade e religiosidade no território.


No contexto do evento, ÒYE é reconexão: o reencontro com os nossos, com a força dos caminhos que nos formaram e com a profunda contribuição negra para a humanidade. Ao afirmarmos Òye no Terreiro-Mundo, afirmamos também o desejo de reunir — em um mesmo chão simbólico e sensorial — as múltiplas maneiras de escutar, sentir e reinventar a presença.

 
 
 

Comentários


bottom of page